Zacarias Campelo

Biografia

ZACARIAS CAMPELO,

Pastor, Escritor, Indigenista, Educador, 2º Ocupante da Cadeira 24 da Academia Evangélica de letras do Brasil. Nasceu dia 18 de julho de l900, em Santo Estevão, Município de Barra do corda, Maranhão. Filho de JOSÉ FERREIRA FRAGOSO,          (Salvador-Ba em 04/08/1830, faleceu de malária em Barra do corda- Ma. em 1901) e MARIA MADALENA CAMPELO FRAGOSO, (Piauí em 1874 faleceu em Carolina Ma. em 21/05/1921).  Seus avós paternos chamavam-se PAULINO FRAGOSO E CECÍLIA FRAGOSO e maternos JOÃO CAMPELO e ROSA CAMPELO.

Em 23 de maio de 1921, rodeando a mesa da casa simples dos Campelo, seus seis irmãos, sobrinhos cunhados, realizaram o 1º culto em família.

Em Novembro de 1922, nas águas do rio Tocantins foi batizado pelo Pr. Ernesto Wooton.  Estudou no Colégio Americano Batista do Recife, Pernambuco. Em 1925 bacharelou-se em Teologia, pelo Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, no Recife. Foi consagrado ao ministério na Igreja Batista da Capunga em 17 de maio de 1926.  No inicio de 1926 a Junta de Missões nacionais da convenção Batista Brasileira nomeava o casal Zacarias e Noêmia missionários aos índios do norte de Goiás e sul do Maranhão. Casaram-se na manhã do dia 08.05.1926, no cartório de registro de casamentos, às 19 hs a cerimônia religiosa foi realizada pelo missionário Dr. H.H. Muirhead, na sala de visitas do internato feminino do colégio Americano Batista de Recife. No dia 21/05/1926 embarcaram no porto de Recife no vapor “Itajubá” com destino a São Luiz do Maranhão, era o inicio da jornada missionária entre os índios. Deste casamento nasceram, SAULO FALCÃO CAMPELO, nascido em Carolina- Maranhão em 16/02/1927, foi aluno interno no Colégio Americano Batista do Recife, Advogado e escritor mora em Goiânia. ESMERALDA FALCÃO CAMPELO , nasceu em Carolina - Maranhão em 01/04/1928),  estudou no Colégio Americano Batista do Recife e Colégio Batista Brasileiro de São Paulo, tornou-se PASTORA em Belo Horizonte, Minas Gerais.

NOÊMIA STELLA FALCÃO CAMPELO, nasceu na Rua da Fundição, Bairro Santo Amaro entre Olinda e Recife, no dia 10 de Maio 1906. Filha de JULIO CÉSAR MARINHO FALCÃO e ESMERALDA CORRÊIA DE ARAÚJO FALCÃO, Membros ativos da Primeira Igreja Batista do Recife, onde se casaram em 1900 sob as bênçãos do Pastor Salomão Luís Ginsburg. Desta união nasceram além de Noêmia, Landelino, Carlos, Valdemar e Mario. Seu avô paterno JOÃO MARINHO FALCÃO foi diácono da Igreja Batista da Torre em Recife e seu avó materno JOSÉ CORREIA DE ARAÚJO, crente foi testemunha das inúmeras perseguições sofridas pelos protestantes de Recife, presenciou a grande queima de Bíblias em 1903 pelo “corifeu romanista Frei Celestino”.  Noêmia iniciou seus estudos no Grupo escolar no Bairro da Torre, depois na Escola Normal Pinto Junior. A família Falcão muda-se para o Bairro Casa Amarela , passando a freqüentar a Igreja Batista Casa Amarela, Igreja em que conheceu o seu futuro marido Pr. Zacarias Campelo, auxiliar do Pr. J.L.Bice.  Noêmia Falcão Campelo a “Heroína de Craonópolis” faleceu em Carolina Maranhão no dia 02 de maio de 1928, cidade em que foi sepultada.

Em 1928 fundou a Primeira Igreja Batista de Carolina cujas paredes largas são um testemunho do correr dos anos, está localizado na área nobre e central da cidade, no cruzamento de duas importantes avenidas. Noêmia Campelo foi enterrada dentro deste templo, no local do púlpito, sendo transferida, anos depois, para o cemitério municipal. As marcas estão por toda a cidade de Carolina, seja pela Primeira Igreja, pela Segunda Igreja Memorial, pelo Colégio Batista (Instituto Batista de Carolina), pelo antigo Seminário Teológico, cuja propriedade abrange uma grande área dentro da cidade.

Em 23 de Março de 1929 na Igreja Batista de Carolina o Pr. Zacarias se casa com ORFISA BATISTA CAMPELO, desta união nasceram 6 filhos, Anna Campello Egger, Maestrina, Regente do coral Eclésia da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro, viúva, 2 filhas reside no Rio de Janeiro. Panuá Batista Campelo, Economista, dois filhos, faleceu em São Paulo em 2002.   Elizafam Batista Campelo, um filho Advogado, faleceu em São Paulo. Elijá Batista Campelo, Comerciante faleceu em Recife-Pe. Miriam Batista Campelo, Advogada, aposentada da Receita Estadual, 3 filhos, reside em São Paulo. Ligia Campelo Billeb Professora universitária, aposentada reside no EUA e Zélia Batista Campelo, faleceu em 1935 foi sepultada em Craonópolis.  De 1926 a 1937, evangelizou diversas tribos indígenas, dentre outras, os índios KRAÓS e XERENTES .

No dia 28 de Fevereiro de 1936, na presença de D. Beatriz Rodrigues da Silva, o vice-prefeito o Coletor Estadual, o chefe da vila e com apenas 18 alunos fundou a Escola Batista de Tocantínia (Piabanha), cidade em que residiu por muitos anos. Fundou em 23 de Junho de 1936, na Rua Frei Antonio de Ganges a sua residência, a “Igreja Batista de Tocantinia” (Ainda Piabanha). Mesmo período que foi organizado a Convenção Batista de Tocantins e o Jornal “O Batista Tocantinio”. Em 1942 Mudou-se para lugarejo chamado Piaus, região rica em cristal. Neste período iniciou-se um movimento de separação entre o norte e o sul, para e criação do estado de Tocantins, o pioneiro da “Rota do Tocantins” Cel. Lisias Rodrigues e o chefe político da região Sr. Oscar Sardinha se comunicaram por carta com Pr. Zacarias solicitando apoio a idéia de separação. A partir do apoio popular o Pr. Zacarias foi eleito presidente do comitê, que resultou na elaboração e apresentação de um mapa do futuro município e por sua sugestão o novo nome da cidade que seria Cristalândia.   Em 1944, desligou-se da Junta de Missões Nacionais, com a qual estava trabalhando desde 1926. Em Setembro de 1944 mudou-se para a cidade de Anápolis, interior goiano, onde exerceu o pastorado na Igreja Batista de Anápolis e foi construtor de casas. Em 1946, deslocou-se para Caruaru e Triunfo, em Pernambuco, como Evangelista da Junta de Richmond, dos Estados Unidos. Participou na fundou a Escola Bíblica Serra verde que mais tarde foi transferida para Feira de Santana na Bahia. Foi um dos fundadores da Igreja Batista em Triunfo. (1946) Foi pastor da Igreja Batista de Cabrobó PE de 1946-1948. Fundou o Colégio Sete de Setembro de Caruaru. Foi Pastor da Primeira Igreja Batista de Caruaru. Fundou a Casa dos pobres de Caruaru. Fundou a Igreja Batista de Capibaribe e Igreja Batista de Bezerros. Fundou o Ginásio de Moreno. Fundou a Escola Normal regional em Altinho. Mudou-se para Recife, Av. Conselheiro Aguiar em Boa Viagem. Passou a freqüentar e Igreja Batista de Concórdia, no ano seguinte a Igreja Batista de Boa Viagem. No dia 27 de outubro de 1962 organizou a Igreja Batista de San Martin, deixando o pastorado em 05 de Setembro de 1965. Em 15 de setembro de 1965 muda-se de Recife para a Ilha do governador no Rio de Janeiro. Sua segunda esposa Orfisa faleceu na cidade do Rio de Janeiro em 1972.  Em Junho de 1973 casou-se com JÚLIA MORAES CAMPELO. Passou a residir em Niterói, Estado do Rio de Janeiro, onde se tornou um dos auxiliares do Pastor Nilson do Amaral Fanini, na Primeira Igreja Batista de Niterói. Em 1987 mudou-se para Belo Horizonte, para a casa de sua filha, a Pastora Esmeralda Campelo. Foi membro da Primeira Igreja Batista de Belo Horizonte. Faleceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, no dia 22 de maio de 1991 onde foi sepultado.

 

Livros Publicados:

 

“FATOS HISTÓRICOS E PITORESCOS DE CARUARU” – 1957 Recife-Pe Rosalino da Costa Lima e Zacarias Campelo 2>

"O ÍNDIO É ASSIM", Casa Publicadora Batista RJ 1957

“LUZ SOBRE BATISMO” Casa Publicadora Batista 1958 - RJ

"AMOR E TRAGÉDIA NA TABA DOS KRAÓS", Casa Publicadora Batista 1959 - RJ

“LUZ SOBRE MORDOMIA” Casa Publicadora Batista 1959 RJ.

“LOCALIZAÇÃO CÓSMICA DO CÉU E DO INFERNO”, 1969 RJ

“MISTÉRIO DA ENCARNAÇÃO DE CRISTO E OUTROS....” Editora Betânia 1977 MG 

“ESSE HOMEM FILHO DE DEUS”, Sografe 1979 RJ

“MINHA VIDA E MINHA OBRA” Casa Publicadora Batista 1970 RJ

 

Bibliografia:

-“A HEROÍNA DE KRAONÓPOLIS”, Stela Camara Dubois Batista de Souza &Cia editores 1931

-“DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIÁS”, de Mário Ribeiro Martins.

-“ESTANTE DO ESCRITOR TOCANTINENSE, DA BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESPAÇO CULTURAL DE PALMAS”.

-“DICIONÁRIO BIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS, de Mário Ribeiro Martins.

-“EDITORA MASTER, RIO DE JANEIRO, 2001.  

-“MINHA VIDA E MINHA OBRA” Zacarias Campelo JUERP RJ 1970

-"TOCANTINS-A FORÇA DE UM IDEAL" João da Rocha Ribeiro Dias

-“A EDUCAÇÃO EM CARUARU” ESCRITOR E HISTORIADOR NELSON BARBALHO

-“RITOS DE UMA TRIBO TIMBIRA” – Júlio Cezar Melatti - 19782>

-“ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES GOIANOS” Mario Ribeiro Martins 1995 1051 pgs2>

-“BOLETIM BIBLIOGRAFHICO DA BIBLIOTECA NACIONAL DO RIO DE JANEIRO” (Brazil) 1955  2>

-“O AVENTUREIRO QUE DEUS USOU” – Serie Missionária Heróis cristãos UFMBB Dulce Consuelo Silveira Lopes 1985 RJ

-“A PÁTRIA PARA CRISTO” (Revista)- De volta aos tempos pioneiros – Zenilda Reggiani 1986 RJ

-“CAMINHOS DE DEUS” – Biografias Missionárias – Myrtes Mathias JUERP 1976 RJ

-“Tempo de Celebrar. Gomes, Aparecida Maria Alvino Cavalcanti- Serra Talhada: Gráfica Ponto Final, 2007.

 2>

 

Links:

http://www.americanobatista.com.br/home/

http://www.seminariodonorte-stbnb.br/home.asp

http://www.capunga.org.br/

http://www.esmeraldacampelo.com.br/

http://www.batistabrasileiro.com.br/portal/

http://www.pibrecife.org.br/index.php?acao=home

http://www.pibrj.org.br/musica/annacampello.html

http://www.batistasnotocantins.com.br/principal.php

http://www.batistas-go.org.br/

http://www.pibcaruaru.org.br/

http://www.casadospobres.com.br/doacoes.htm

http://www.batistas-pe.org.br/home/

http://www.pibn.org.br/

http://www.usinadeletras.com.br/

http://www.ibebv.org.br/conteudo/?id=100#

http://www.rcmmiracema.com/historico.php

Noêmia Campelo

A história dos batistas no Tocantins pode ser narrada na ótica de duas frentes. Uma autóctone, com Alexandre Silva, em Araguatins, e outra movida pelo clamor missionário dos batistas brasileiros para evangelização do sertão do País.


Noêmia Campelo

Noêmia Campelo, a Heroína de Craonópolis, Pr. Alexandre Silva e Dr. Lewis Bratcher

Alexandre Silva – Em 1913, Perrin Smith e sua esposa, missionários ingleses da Igreja Cristã Evangélica, haviam chegado à pequena vila de São Vicente (hoje Araguatins) a convite de Benjamin Silva, para conhecerem as belezas do Araguaia. O casal iria para o Peru, mas ao parar em Belém (PA), teve problemas mecânicos no barco. O casal aproveitou para realizar três cultos na casa de Benjamim. Várias pessoas da comunidade assistiram às pregações, entre elas o adolescente Alexandre Silva, que resolveu ficar do lado de fora da casa apenas ouvindo a mensagem. Tanta desconfiança porque ele “ouvira muitas vezes que protestante era gente do diabo, que tinha pés de pato”. Fato que ele deixou registrado em seu livro de memórias.
Naquela primeira noite, o missionário inglês pregou sobre “Pensai nas coisas que são lá de cima”, e a mensagem agradou a Alexandre Silva, mudando a sua equivocada imagem sobre os protestantes. Mais confiante, na segunda noite de culto ele adentrou na casa e na terceira já estava ao pé da mesa ajudando com os cânticos. Depois do trabalho, Alexandre Silva, comprou três Bíblias. Era época da 1ª Guerra Mundial e ele se surpreendeu com o Capítulo 24 do Livro de Mateus, despertando o interesse em estudar toda a Bíblia.

Alexandre relata em suas memórias que se sentiu convencido por alguns anos, mas não corvertido. Sua conversão aconteceu após muita reflexão naquilo que o Livro Sagrado havia lhe mostrado. Seu batismo ocorreu anos mais tarde, em 1922, na Primeira Igreja Batista do Pará de onde voltou para exercer o ofício de sapateiro e atuar como evangelista, realizando pregações na região e reunindo muitas pessoas nas aulas da Escola Bíblica. Em 1923, notícias de seu trabalho chegaram aos ouvidos do Pr. Salomão Ginsburg, dirigente da Missão Batista Goiana com sede em São Paulo. A partir de então passou a trabalhar e receber sustento desta Missão.

Em 1925, é organizada a Congregação Batista de Araguatins. Mais tarde, em 1927, Alexandre Silva foi consagrado pastor em São Paulo na Igreja Batista do Braz, tendo como presidente e examinador William Bagby, missionário pioneiro do trabalho batista no Brasil. Apesar de receber três convites para a obra naquele Estado, preferiu voltar a Araguatins, pois fazia questão de deixar claro que seu coração estava no sertão. Batizou seus irmãos e no dia 22 de abril daquele ano organizou a Primeira Igreja Batista de Araguatins, hoje Primeira Igreja Batista de Tocantins com 5 membros.

Missões Nacionais – A Junta de Missões Nacionais foi criada na 1ª Convenção Batista Brasileira de 1907 na Bahia. O clamor batista para evangelização dos sertanejos e índios brasileiros ganhava força e encontrou em Lewis Malen Bratcher, pastor norte-americano, a visão e a atitude necessárias para aqueles tempos de pioneirismo. Dr Bratcher, como era conhecido, tomou posse como Secretário Executivo da Junta de Missões Nacionais em 1926. Um ano antes ele já havia feito sua primeira viagem ao Vale do Tocantins, descendo toda extensão do Rio Tocantins até Belém. Nessa viagem ele conheceu muitas cidades e pessoas, evangelizou e viu de perto as carências espirituais da região. Na ocasião, ele também teve contato com Alexandre Silva. Ao retornar para os grandes centros, Dr. Bratcher elaborou um projeto de evangelização e passou a ser o grande motivador para a obra missionária.

Segundo Margarida Lemos Gonçalves, missionária há mais de 50 anos em nosso campo, Marcolina Magalhães, Lygia de Castro e Beatriz Silva, obreiras pioneiras, são filhas espirituais de missões do Dr. Bratcher”. Foi ele também quem incentivou Zacarias Campelo a retornar para o sertão, e iniciar um trabalho de evangelização entre os índios. Dr. Lewis Malen Bratcher ficou a frente da JMN durante 27 anos, elevando o número de missionários de um, quando assumiu, para 153.

Em 1926, Zacarias e Noêmia Campelo são enviados para evangelizar os índios Krahô. Ele era um pedreiro, natural do Maranhão, que havia juntado economias para estudar no Seminário Batista do Norte e ela, filha de uma família nobre de Recife, “moça franzina e bem afeiçoada”. O ideal de evangelização dos índios, os uniu. Segundo conta o pastor José Batista, que pretende escrever um livro sobre a História dos Batistas no Tocantins, o casal ficou pouco mais de dois anos junto aos índios, pois Noêmia faleceu aos 22 anos após ter seu segundo filho, em maio de 1928. Em memória à esposa, o missionário escreveu um livro. Ela morreu em sua casa onde hoje  está construído o templo da Igreja Batista de Carolina. Sua vida despertou muitos jovens para a obra missionária. No mesmo ano, em setembro, Zacarias Campelo organizou a Primeira Igreja Batista de Carolina, a segunda do campo e a primeira às margens do Rio Tocantins. O trabalho batista começava a ganhar espaço no antigo Norte goiano.

A história segue com a chegada de Marcolina Magalhães, vinda de Alagoas. Ela foi a primeira missionária solteira enviada para a região e, em 1932, fundou a primeira Escola Batista do Tocantins, que é a de Porto Franco, no Maranhão, onde Alexandre Silva organizou a terceira Igreja Batista do campo, em 1935.

Convenção Batista do Tocantins - Zacarias Campelo casou-se novamente e seguiu para Tocantínia, onde organizou, em 1936, a Primeira Igreja Batista de Tocantínia. Na ocasião, também estavam presentes Alexandre Silva, Marcolina Magalhães e mais duas missionárias que foram enviadas do Rio de Janeiro naquele ano: Lígia de Castro e Beatriz Silva. Aquela reunião resultou, no ano seguinte, na criação da Coligação das Igrejas Batistas do Tocantins que, em 1938, passaria a se chamar Convenção Batista do Tocantins.
A distância e as dificuldades de transporte fizeram com que, em 1959, a Convenção se dividisse em duas, a do Médio Tocantins com sede em Carolina e do Alto Tocantins com sede em Tocantínia. A cada três anos um congresso reunia todos os batistas do norte e do sul da região tocantina, pois a idéia era que um dia as duas convenções voltariam a se unir. Isso aconteceu  em 1973, em Porangatu (GO), na presença do então secretário-executivo da Convenção Batista Brasileira, pastor João Falcão Sobrinho. A Convenção Batista do Tocantins foi reorganizada como hoje a conhecemos, um órgão de consulta, conselho e debate franco, mas sobretudo para manter aceso o cooperativismo e a comunhão entre as igrejas. A conclusão da Belém-Brasília (BR-153) foi uma das responsáveis pela união das duas Convenções. A primeira sede da Convenção foi em Porto Nacional, depois passou para Araguaína e, após a criação do Estado, ficou estabelecida em Palmas, desde o final de 1992.

Itacajá - Depois que Zacarias Campelo deixou o trabalho junto aos índios Krahô, a Junta de Missões Nacionais enviou, em 1929, o missionário Francisco Colares como seu substituto. A Junta tinha duas frentes de Missões: evangelização de sertanejos e dos índios brasileiros. Na reserva indígena, Franscisco Colares teve dificuldades para pregar o Evangelho, pois o serviço de Proteção ao Índio (SPI - hoje Funai) impunha muitas restrições ao trabalho dos missionários em todo o país. Por esse motivo, Colares saía da Reserva e ficava na fazenda vizinha, onde fundou, na década de 40, o Orfanato Batista (hoje Lar Batista de Itacajá). O nome do missionário também está ligado à fundação da cidade de Itacajá. Lá ele também fundou uma igreja Batista. Depois de Colares, o pastor Dodanin foi trabalhar entre os Krahôs, onde está até hoje. 

Tocantínia - Zacarias Campelo ficou pouco tempo em Tocantínia e seguiu com a obra no Rio de Janeiro. Em 1948, chega a Tocantínia, a missionária Margarida Lemos Gonçalves para servir no Colégio Batista do Tocantins fundado por Beatriz Silva. Na década de 50, os pastores Gunther Carlos Krieger e Rinaldo de Matos foram enviados a Tocantínia para evangelizar os índios Xerente. Trabalho que resultou na tradução do Novo Testamento para a língua Xerente, além de um dicionário Xerente-Português.

O Tocantins é considerado para o Brasil Batista como Berço de Missões Nacionais. As vidas de seus missionários são temas de estudos e inspirações para cada nova geração que tem despertado para a obra de evangelização da Pátria. Das margens do Araguaia e Tocantins às margens da Belém-Brasília e mais tarde nas grandes cidades tocantinenses, a obra Batista no Estado tem sido um referencial da fé cristã e inspiração. Uma história que deve continuar como bem falou o Dr. Lewis Bratcher: “Que o Senhor nos ajude a ampliar e firmar a obra daqueles que nos antecederam.”

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